sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

bairrismo!



Gaúcho que é gaúcho tem lá seus bairrismos!
Os meus não seriam diferentes só por ser de Satolep.
Logo, não só vale a visita, como é indispensável!
http://www.baitaprofissional.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Garapeando













Caipirinha de Garapa

Ingredientes
- suco de meio limão
- 1 dose de vodka
- 2 doses de garapa
- gelo
- fatias de limão

Modo de Preparo
Coloque tudo na coqueteleira, bata um pouco. No copo
coloque duas fatias de limão e junte a caipirinha.

Pra quem não sabe a diferença entre garapa e caldo de cana:
O caldo é cana amassada e se bebe na hora, muitas vezes misturado com limão. Já garapa é o caldo de cana fermentado, que será destilado para fazer cachaça. Compreendido? O post continua sem sentido pra ti? Sugiro uma visita: Garapa

Momento Guia da Folha (flashback)



Leo: Pensei que a gente pode fotografar em algum lugar que seja bem gráfico, como tuas fotos... o que é alguma pretensão minha... talvez até demasiada.
Cristiano: O quê?
Leo: Tá bom, esquece, vamos fazer junto das fotos?
Cristiano: Como?
...
Cristiano: É que eu vejo bem, mas ouço mal... quer dizer, dizem que eu vejo bem, apesar dos óculos.
Leo: Ah tá, achei que tava boicotando minhas idéias. Na verdade eu ano falando mal também... me enrolando.. dicção mesmo.
Cristiano: Então somos uma boa dupla. Vamos usar o olhar então.
Leo: Boa. Acho que aquela escada dá uma boa foto. Vou fingir que a Canon é minha Hassel, pode ser?
Cristiano: Tu fotografa com Hassel?
Leo: Há uns 2 anos que ela não vê filme, mas tá lá, limpinha, me esperando.
Cristiano: E eu tenho que olhar pra onde?
Leo: Pra onde quiser... eu não gosto de tirar foto por causa disso, nunca sei o que fazer e fico pensando em como deve estar o quadro de quem está clicando.
Cristiano: É... eu não sei pra onde olhar.
Leo: Prometo que eu vou ser rápido então. Acho até que já temos a foto.
Cristiano: Tu vem na inauguração da exposição?
Leo: Com certeza.
Cristiano: Já viu a sala com as fotos?
Leo: Ainda não...

Nas paredes perfeitamente brancas, adornadas com tantas imagens que amaria ter feito, uma perfeição do olhar contemplativo, simétrico, um quê de bauhaus que acaricia os olhos com alfinetadas. Cristiano Mascaro é tão contrastante que contradiz o título de sua próprio exposição: todos os olhares. A particularidade de como enxerga, e bem (digo eu também), faz dessa uma daquelas mostras que não se podem perder.

Quando: de 29/02 a 04/05
Onde: Instituto Tomie Othake
Quanto: Grátis

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Na beira do estádio





























Há anos eu não ia a um estádio. Sair da redação no domingo dia 27/01, depois de ter fotografado o treino do São Paulo na manhã anterior, era como um passeio ao zoológico. Claro que não desmereço os entusiastas do esporte, mas a comparação com os parques onde se vê os animais me é lógica pelo fator exótico que a paisagem me tem.
A tarefa parecia simples, ficar do lado de fora do morumbi e fotografar as torcidas antes do jogo começar. Cheguei uma hora antes do apito incial, 15:00 hs. As ruas, embora cheias, ainda eram tranquilas. As torcidas havaim sido bem separadas pela PM e a rotatória, bem em frente ao estádio, servia como uma espécie de marco zero intransponível.
Quanto mais o relógio se aproximava das 16:00 hs, menos eu entendia. Sempre fui de chegar cedo a tudo, de entrevista de emprego a sessão de cinema, passando por shows e jantares, algo como 30 min de margem para qualquer eventualidade. Mas ali já estávemos em 15:55 e muita gente ainda estava do lado de fora. Resolvi perguntar

Leo: Capitão, esse pessoal todo não entra?
Capitão da PM: Não, não... nosso trabalho grosso mesmo começa junto com o dos jogadores. A maioria da torcida organizada fica do lado de fora, bebendo e esperando uma chance de brigar com a outra aqui fora, porque lá dentro tem grade separando...
Leo: Quer dizer então que treta mesmo só dá com bola rolando...
Capitão: Ou no intervalo, mas tudo aqui fora.... Ih caralho, começou!

Do nosso lado, quatro torcedores do São Paulo atiram pedras na torcida do Corinthians que resolve ir pra cima e atravessar o marco zero. Cavalos e motos da PM avançam e se posicionam entre as torcidas. Os poucos torcedores que atravessam essa linha são apanhados pelos cacetetes em punho e sem dó dos PMs que ficam a pé.

Capitão: E aí, deu foto boa?
Leo: Sei não, tudo muito rápido.
Capitão: É a gente tem que correr pra cima senão a molecada apavora mesmo. É sua primeira vez em estádio?
Leo: É sim capitão.
Capitão: Ficou impressionado com os cacetetes?
Leo: Porra, vocês batem sem dó né?
Capitão: Ah, mas tem que ser... Pensa comigo, se o cara vem aqui, num domingo, pra arranjar briga, o mínimo que a gente pode fazer por eles é bater forte... eles vem aqui pra apanhar.
Leo: É, não posso discordar que tu tem um ponto.
Capitão: Ainda mais porque, na boa, eu queria ver o jogo na tv, com meus filhos, tomando uma brhama... e não separando marmanjo como se fosse gado. Isso tá na cabeça de cada PM daqui. Então, se passou da linha, vai ser marcado!
Leo: Então corre lá que começou de novo!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Daniel Johnston


Cabe procurar com atenção cada música que esse cara gravou no início dos anos 90.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

The Big Lebowsky!



Do pára-choque do meu caminhão:
"Vida de solteiro é isso: louça na pia, cueca suja e geladeira vazia"

Marginal e marginais









Prefácio à edição brasileira

15:00hs - Pauta: Fotografar o movimento de motos, especialmente motoboys, nas marginais em virtude da liberação do uso das mesmas.
16:30 - Ponte da Cidade Universitária.

Pivete: Passaacamera, passaacamera, passaacamera (repete 3x)
Leo: O quê?
Pivete: Passa a câmera, porra!
Leo: Tu tá falando sério?!!!
Pivete: Tá louco? Quer que eu te fure?!!
(Com uma mão no bolso da jaqueta, pivete "proemina" objeto pontiagudo e estende a outra mão para receber a câmera)... (Fotógrafo usa a mesma mão para cumprimentá-lo e trazê-lo pra perto)
Leo: Velho, eu não posso te passar essa câmera! To trampando... vai começar a chover em 10 minutos e tenho que fotografar a marginal. A última coisa que preciso agora é ser roubado, meu velho... Sei lá, vai roubar um boy, não quem também tá no corre!
10 segundos de silêncio
Pivete: Na moral, tranqüilo, tá beleza... Mas é que eu preciso comer algum bagulho... mó fome.
Leo: Foda, to ligado, mas to meio quebrado também... só tenho esses dois contos aqui... Mas se tu quiser uma assessoria, te aponto quem deve ter grana e merece ser roubado...
Pivete: Sem chance... tu acha que consegue saber quem é fácil roubar?
Leo: Sei lá. Tem ciência pra isso?
Pivete: O quê?
Leo: Ó, se liga naquele coroa... Atravessando a rua com pastinha executiva, terno que parece caro... deve ter uma graninha, ou no mínimo um celular do bom
Pivete: Tá louco! Essa cara é do tipo que embaça, chama polícia, vai atrás depois.
Leo: Saquei...
Pivete: Mulher é mais fácil. Se liga aquela ali
(Pivete aponta uma mulher entre 25 e 30 anos, arrumada, mas claramente trabalhadora. "Estilo classe média")
Leo: Ah, mas essa mina deve tá com a grana do trampo e das contas, só. Meio foda tirar isso dela.
Pivete: Isso é, mas ela não vai gritar... passa logo, fácil... é o medo.
Leo: Ah velho, sei lá, o lance é roubar playboy... uns caras pra quem grana não faz falta.
Pivete: Foda que esses caras são cheios de querer fazer justiça, tá ligado... não querem ser roubados, chamam os pm...
Leo: Então não rola assaltar playboy?
Pivete: Não... boy é pra seqüestro mesmo.