quinta-feira, 5 de julho de 2007

oitavo



Enquanto o corpo caía, do oitavo andar, nem parecia ser meu

Talvez fosse a sensação de não ter peso... primeira vez.

percebí isso quase na janela do sétimo... solta.


O sexto me foi um convite a abrir os olhos...

é mais fácil pular de olhos fechados


No quinto, abri... e era linda a vista do céu que se afastava

é mais prático pular de costas


o quarto, já era metade de minha despedida

pensei em virar para olhar de frente a quem me assistia

mas as nuves estavam lindas no meu último dia


do terceiro já nem sei,

foi o andar breve de um suspiro


no segundo senti uma certa culpa

era tão simpática a dona gracinda

que naquela idade não merecia estar chorando na janela


no primeiro, olhei gracinda e ri

acabou o choro

acabou a culpa


Encontrei meu térreo como quem encontra a cama macia,

recém feita

e deixe-me deitar

nunca tive sonhos tão bons...

3 comentários:

ênio.cesar disse...

Foda demais esse blog, vo acompanhar isso aqui.

abraço


ênio.

ênio.cesar disse...

Porra dahora, o treme treme tem muita pixação o prestes maia nem tanto quanto mais na parte da caixa d'água ali tem mais pixação e uns graffitis da velha tem outro prédio abandonado no terminal bandeira tem que entrar pelo beral também depois se quiser eu vejo a rua, que não to lembrado agora, mas tem bastante pixação acho que mais até que o prestes, fui uma vez lá



abraçoo e valeu!!!

Lua disse...

Destes tempo para alguns segundos. E escolheu olhar pro céu. Gostei, Aquilinha. Bjos