segunda-feira, 28 de maio de 2007

Rolê

Certamente não sou a única pessoa a ficar me questionando sobre a vida alheia quando encontro outros mundos por aí. Às vezes, porém, fico também me perguntando sobre o porquê de uma grande parcela de gente não se perguntar nada... Não sei se é algum sintoma de esquizo ou algo semelhante, mas nunca consegui passar imune a qualquer referência que recebo. Da beleza latente de um lugar que se visita pela primeira vez à, não menos importante, descoberta de um emaranhado de vidas verticalizadas... tudo toca e tudo requer reverberação. Ao menos por aqui. É desse encontrar para se desencontrar que me nascem coisas boas, plenas de coerência íntima... não me importa fazer sentido, me importa ser sentido.

7 comentários:

lúcia carolina disse...

Pois, Leotrec, quando eu estou nos caminhos, no trânsito entre um lugar e outro, em São Paulo ou em Porto, ou em qualquer outra cidade, eu espio demoradamente o interior de uma janela específica, de alguma construção.

Por exemplo, ontem, segunda-feira, em Porto, pelas 22h.

Eu caminhava com meu irmão e três amigos nossos, da casa de um deles(onde jantamos um rango quentinho e com cebolinha) até a nossa, pra tomar um vinho que eu descobri (depois te conto) e trocarmos umas criações (os guris são da música, tu sabes como é ...).

Donc, a gente vinha sem pressa, por estas ruas antigas no bairro Rio Branco, quase Petrópolis.

Alors, dentro de uma janela no quarto e último andar de um edifício, tinha uma sala pintada de azul, aquele azul claro, mas não azul bebê. Nela, um aparador de madeira escura, alto, com um aparelho em cima e outro no meio do recorte do móvel.

Na parede ao lado, uns livros mal organizados, portanto estes livros eram lidos (ou usados pra segurar papel no vento, ou como encosto da porta, ou em cima da cabeça pra corrigir a postura, alors, não eram organizadinhos nem parados).

E tinha um objeto de decoração, dependurado perto da janela, que pra mim parecia uma estrela, mas os guris disseram que não dava pra saber se era mesmo uma estrela.

Este objeto balançava para trás, quando uma sombra se aproximava.

Uns passos à frente, deu pra ver o outro lado: Um quadro claro, parecia lilás (mas os guris acharam que era ou vermelho claro ou cor de laranja); E duas sombras. Uma mais alta que a outra.

Sabe o que era? Tinham duas pessoas dançando !

E quando a gente chegou quase pra lá do edifício, deu pra ouvir que vinha música daquele lado.

É que a janela era melhor vista de longe, do outro lado da rua. E o som era melhor ouvido mais perto, quando não dava mais pra ver a janela.

Na sala da casa de uma pessoa (ou das duas, ou as duas eram convidadas enfim) um casal dançava !

Bah, era delícioso de saber !

(Eu gosto de pensar que era um casal. E os guris acharam que era mesmo um homem e uma mulher. Mas sobre as pessoas, ainda mais casais, a dúvida predomina).

Sei que eu vi um homem e uma mulher dançando, numa sala azul com uma estrela dependurada !

uau ! que sensação deliciosa !

Sabrina disse...

é...tenho certeza de que esse cara vai me ajudar a pular, ou se eu cair vai estar lá embaixo pra me segurar e me ajudar a subir de novo...
sorte.

e vc viu?? tb gostei da tattoo!

=D

Sabrina disse...

aaah adoro viajar nas janelas alheias...é quase terapêutico pra mim...

E a vida é bela... disse...

vou botar a pilha, mas independente disso acho q os jantares devem continuar, não?

E a vida é bela... disse...

Ok, então eu sugiro um risoto de gorgonzola com pêra. Fica incrível e tenho certeza q a Mari vai gostar!

Toni Ribeiro disse...

pois é, putanesco. risoto com pêra!!! rsrsrsrs
Aí sim! E pára de viadagem...
Ah! respondi teu e-mail, mano.

Luiza disse...

xuxu, que saudades. agora virei sua leitora, nao e' incrivel? adorei a ultima frase. beijoca. saudades.